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Mais cor no Santo Cristo

Edifício do Instituto Nacional do Câncer no Santo Cristo ganha mais dois novos grafites

O Rio de Janeiro ganhou mais três murais de arte urbana nas últimas semanas ainda como herança dos Jogos Olímpicos Rio 2016, época em que foram pintados cinco murais sobre esportes olímpicos. As obras foram feitas em paredes externas de hospitais do Instituto Nacional do Câncer (Inca) na segunda edição do projeto cultural Rio Esporte Arte 2018. Os artistas Lidia Viber, Mateu Velasco e Nicolau Mello escolheram os temas ciclismo e canoagem.

Painéis de Mateu Velasco e Lídia Viber em empenas do edifício do Inca no Santo Cristo

O Rio de Janeiro ganhou mais três murais de arte urbana nas últimas semanas ainda como herança dos Jogos Olímpicos Rio 2016, época em que foram pintados cinco murais sobre esportes olímpicos. As obras foram feitas em paredes externas de hospitais do Instituto Nacional do Câncer (Inca) na segunda edição do projeto cultural Rio Esporte Arte 2018. Os artistas Lidia Viber, Mateu Velasco e Nicolau Mello escolheram os temas ciclismo e canoagem.

Painéis de Mateu Velasco e Lídia Viber em empenas do edifício do Inca no Santo Cristo

Aproximadamente 500 latas de spray e mais de 200 litros de tinta foram usados em todo o projeto. Lídia Viber fez a primeira pintura, de 232 metros quadrados, no Hospital do Câncer II, na Rua Equador 831. Nicolau Mello pintou a empena de 378 metros quadrados do Hospital do Câncer I, que fica na Praça da Cruz Vermelha 23, na Lapa. Finalizando o projeto, Mateu Velasco ficou responsável por outro lado do prédio do Inca no Santo Cristo.

Artista mineira Lídia Viber em frente ao seu mural

“Foram quase mil metros quadrados de arte inseridos no cotidiano de milhares de cidadãos, no centro da cidade. Escolhemos esportes que simbolizam qualidade de vida e movimento, seja na ciclovia ou no mar e lagoas na cidade. A nossa proposta é revitalizar espaços públicos e fomentar a arte carioca”, explica Gabriel Durán, produtor e idealizador do Rio Esporte Arte.

Estreante no projeto, a mineira Lídia Viber criou uma ilustração que transmite paz, liberdade e interação com o meio do ambiente por meio da canoagem. “Na canoa, pintei uma mulher negra navegando de olhos fechados, desfrutando a natureza, sentindo-se bem com ela mesma. A água é representada por pequenos vitrais, pedacinhos de vidro que são frágeis e ao mesmo tempo perigosos”, explica a artista.

Processo de produção da artista mineira Lídia Viber

Primeira edição do Rio Esporte Arte criou corredor cultural entre Lapa-Centro-Porto-Tijuca

De julho a agosto de 2016, período em que cidade estava voltada para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Rio Esporte Arte pintou cinco empenas de prédios, formando um corredor cultural interligando Lapa, Centro, Região Portuária e Tijuca. Ao todo, foram quase 2 mil metros quadrados grafitados por Bruno Big, João Nitcho, Mateu Velasco, Nicolau Mello e Thiago Molon — um dos maiores projetos de arte urbana do Rio. Ciclismo, vela, natação, salto ornamental e basquete paralímpico foram os esportes representados nos tons dos aros olímpicos.

Fotos: Carlos Batista