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Quem não Luta tá Morto – arte, democracia e utopia no MAR

Exposição reúne mais de 60 obras de artistas como Cildo Meireles, Anna Maria Maiolino, Claudia Andujar, Jaime Laureano e Ayrson Heráclito

O Museu de Arte do Rio (MAR) estreia a exposição “Quem não Luta tá Morto – arte democracia utopia” neste sábado, dia 15 de setembro. Assinada por Moacir dos Anjos – um dos mais importantes curadores do país, com passagens pelas Bienais de São Paulo e Veneza – a exposição faz parte do programa curatorial para os cinco anos da instituição e reunirá mais de 60 obras de diversos suportes. O MAR é um equipamento público da Prefeitura do Rio atento às questões importantes para a sociedade brasileira, um lugar de reflexão e debate para temas como direito à habitação, violência urbana e contra a mulher, racismo e questões de gênero, temas propostos na mostra.

Para marcar a inauguração, a partir das 17h, os pilotis serão palco de shows dos Jards Macalaé, Doralyce e Bia Ferreira, além de uma apresentação do conjunto de funk Poesia nos Pés e um recital do grupo Poetas Favelados.

Obra de Dora Longo Bahia que estará exposta no MAR a partir do dia 15

“Quem não luta tá morto – arte democracia utopia” terá sete trabalhos exclusivos, como o de Virginia de Medeiros, que dá nome à mostra. Os coletivos Amò e#cóleraalegria, assim como Graziela Kunsch, Raphael Escobar, Traplev e Jota Mombaça completam o time de artistas que criaram especificamente para a exposição, que traz ainda nomes consagrados como Anna Maria Maiolino, Claudia Andujar, Paulo Bruscky e Cildo Merieles. Ao lado deles, farão parte da mostra propostas e ações de grupos comunitários, associações e outras articulações da sociedade civil.

Sem ter pretensão de apresentar um panorama conclusivo, a mostra traz exemplos do pensamento utópico que marca a arte brasileira recente. Para apontar uma continuidade dos danos sofridos por parte da população, trabalhos artísticos realizados em momentos passados estarão também presentes na exposição. O curador debate o pensamento utópico, que na sua visão é essencialmente político e, por isso, muitas vezes enuncia desigualdades. “Ele confronta um conjunto de dispositivos institucionais onde o acesso a direitos vale somente para poucos e proclama a ideia de um outro mundo, organizado de forma mais justa. A condição para o exercício do pensamento utópico é, por consequência, a existência da democracia”, explica Moacir.

O debate, porém, não ficará restrito às galerias do museu. Para colocar em prática o projeto de expandir o diálogo, os arquitetos do Estúdio Chão criaram estruturas lúdicas que convidam o público a acessar os pilotis por cima do muro de vidro. No espaço aberto do museu, módulos de madeira se transformarão em arquibancadas para formar a Arena, onde acontecerão encontros, bate-papo com artistas e atividades da Escola do Olhar. Além disso, haverá uma convocatória para que coletivos ocupem o espaço com suas atividades.

Artistas que participam da exposição

#cóleraalegria

Ailton Krenak

Aline Albuquerque

Amò (uma articulação coletiva integrada por Ana Lira, Marina Alves, Marta Supernova, Thais Rocha e Thais Rosa)

Anna Maria Maiolino

Antonio Obá

Ayrson Heráclito

Bárbara Wagner

Benjamin de Burca

Cao Guimarães

Carlos Zílio

Cildo Meireles

Clara Ianni

Claudia Andujar

ColetivA Ocupação

Dalton Paula

Débora Maria da Silva

Dora Longo Bahia

Eduardo Coutinho

Emmanuel Nassar

Fábio Tremonte

Frente 3 de Fevereiro

Graziela Kunsch

Gustavo Speridião

Hélio Oiticica

Ivan Grilo

Jaime Lauriano

João Castilho

Jonathas de Andrade

José Rufino

Jota Mombaça

Laerte

Marcha das Vadias

Maria da Silva

Maria Thereza Alves

Matheus Rocha Pitta

Museu das Remoções

Paulo Bruscky

Paulo Nazareth

Paul Setúbal

Pedro David

Randolpho Lamonier

Raphael Escobar

Rivane Neuenschwander

Rosana Palazyan

Rosana Paulino

Rio de Encontros

Rosangela Rennó

Slam das Minas

Traplev

Vicent Carelli

Virgínia de Medeiros