MUSEU DO AMANHÃ É ELEITO O MELHOR DA AMÉRICA DO SUL E CENTRAL
Instituição carioca vence o Leading Culture Destinations Awards, prêmio britânico considerado o ‘Oscar dos Museus’

Símbolo cultural da revitalização da Região Portuária do Rio, o Museu do Amanhã ganhou destaque internacional na sexta, dia 30 de setembro, ao ser homenageado no Leading Culture Destinations Awards, prêmio britânico considerado o ‘Oscar dos Museus’. Ricardo Piquet, diretor-presidente do Museu do Amanhã, recebeu, no The Langham London, em Londres, o troféu na categoria melhor museu do ano da América do Sul e Central (Best New Museum of the Year – South & Central America), que considera as instituições inauguradas e/ou reformadas nos últimos 15 meses. O centro cultural da Prefeitura do Rio, construído pelo Porto Maravilha, superou o Museo Internacional del Barroco, em Puebla, México, e o Space Caribbean, em Kingston, Jamaica. No ano passado, primeiro ano da categoria, o vencedor foi o Gran Museo del Mundo Maya, em Merida, México. O Museu do Amanhã foi o único representante da América do Sul na cerimônia.
“É um grande orgulho para um museu tão jovem receber tamanho reconhecimento. Em pouco mais de nove meses, o Museu do Amanhã se tornou uma referência mundial, atraindo público que supera um milhão de pessoas. O prêmio coroa o esforço de ampliar o debate dos amanhãs possíveis e de um futuro melhor para todos. Algo de que amo fazer parte”, comemora Piquet.
O projeto arquitetônico do Museu do Amanhã, idealizado pelo espanhol Santiago Calatrava, também se destacou no prêmio britânico. A instituição ficou entre as três com arquitetura mais inovadora do ano (Museum Architecture of the Year), ao lado do Tate Modern Switch House, Londres, e The Broad, Los Angeles.
Em sua terceira edição, o Leading Culture Destinations Awards homenageia museus e cidades por sua dedicação ao panorama cultural com os vencedores escolhidos com base na qualidade e alcance das suas contribuições para a esfera internacional. A intenção é reconhecer instituições, organizações e cidades que apresentaram contribuições exemplares para a vida cultural local e mostrar destinos emergentes. De acordo com a organização, um número crescente de cidades na Ásia, Oriente Médio e América Latina está começando a exercer uma concorrência contra Londres, Paris e Nova York, históricos líderes mundiais em museus e instituições culturais. São avaliadas desde a programação e gestão dos museus, até eventos realizados em parceria com outros setores. Os candidatos são selecionados a partir de informações e recomendações de uma rede global de profissionais do campo da arte, moda, música e cinema.