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SETOR IMOBILIÁRIO DISCUTE INVESTIMENTOS PÓS-JOGOS OLÍMPICOS

Quando o antigo Moinho Marilu foi implodido em 2011, ao lado da Rodoviária Novo Rio, poucos podiam imaginar a Região Portuária hoje, pós-Jogos Olímpicos. O espaço deu lugar ao prédio comercial Port Corporate inaugurado em 2014 e que no último dia 1º de setembro abrigou o principal evento do setor imobiliário, o GRI Rio 2016. “Frequentamos essa área há anos. Sabíamos que a região seria remodelada, mas nunca vislumbramos o tamanho da transformação. Temos a previsão de novos imóveis residenciais em uma área central, com diversas opções de transporte e qualidade igual ao superior a que se vê na Zona Sul e na Barra”, detalhou Daniel Cherman, diretor da incorporadora Tishman Speyer. O grupo desenvolve outros dois empreendimentos na área, o residencial Lumina Rio e o coorporativo Pátio da Marítima, com projeto de Norman Foster.

Jorge Arraes fala sobre o papel da prefeitura no estímulo ao desenvolvimento imobiliário

O evento teve início com a mesa de discussão “Rio pós-olimpíadas – quais caminhos a cidade deve seguir?”. Jorge Arraes, secretário especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas da Prefeitura do Rio, falou sobre o avanço do Porto Maravilha e desenvolvimento imobiliário, detalhando que 85% das obras já foram concluídas, incluindo as de mobilidade e da Orla Conde. “Nova infraestrutura atrai novos empreendimentos. O desenvolvimento imobiliário, tradicionalmente, vem depois da conclusão das obras. Agora a infraestrutura está aí. Estamos em crise econômica, para não citar a política, mas o mercado vê o cenário dado e pode estudar em que investir. A Região Portuária está pronta para receber residenciais e novos moradores”, avalia Arraes.

Leandro Bousquet, diretor imobiliário da Vince Partners, participou da mesa de abertura e chamou atenção à herança recente e positiva que os Jogos Olímpicos deixaram para o Rio de Janeiro e, especialmente, para a Região Portuária: “Além da nova infraestrutura, temos agora o histórico de ocupação cultural do Boulevard Olímpico. O Porto Maravilha virou destino obrigatório para quem visita a cidade”. A expectativa dos empresários é que o desenvolvimento econômico, social e turístico continue na agenda pública. “É importante que a cidade trace metas e trabalhe em parceria com a iniciativa privada no desenvolvimento de grandes projetos”, defende o secretário Jorge Arraes.